Em algum lugar na madrugada, eu te amamentava. E ficava daquele jeito bobo de todas as mães de meu tempo, te olhando, dividindo atenção um pouco entre você e a tela do celular para não cair no sono. Então, sentindo sua presença mais forte ainda em mim, te espiei de novo Aurora, e você abriu os olhinhos. Passeou então a vista ao redor até que olhou fixamente para mim e parou de mamar. Eu comecei a sorrir que nem uma boboca. E você vendo aquilo, bem de-va-ga-ri-nho, foi abrindo a boquinha, soltando meu seio, e dando o sorriso mais lindo de todos os sorrisos impossíveis que eu já ganhei na minha vida. Eu te amo, meu alvorecer.